Guido Drummond é artista plástico, gestor cultural e idealizador do Museu de Arte Urbana – MuAU, em Campo Grande (MS). Nascido em 1962, construiu parte significativa de sua trajetória artística em Portugal, onde viveu por 30 anos, promovendo a arte brasileira. Sua produção é marcada pela experimentação, pela arte urbana e pela transformação de materiais descartados em obras de arte. Em seu trabalho, memória, território, patrimônio e sustentabilidade se encontram por meio de instalações, esculturas e intervenções. De volta ao Brasil, estabeleceu sua atuação no Complexo Ferroviário da antiga NOB, em Campo Grande. Nesse território, criou a Casa Amarela, ateliê e espaço cultural ligado ao MuAU, dedicado à arte, à memória e à ocupação cultural. É também um dos responsáveis pela construção de ações que aproximam artistas, comunidade e patrimônio histórico. Entre seus projetos destaca-se “Memórias do Trecho”, que transformou histórias de ferroviários e moradores em murais de arte urbana. O projeto reúne dezenas de artistas e converte o entorno do complexo ferroviário em um museu a céu aberto.
Sua pesquisa artística também explora o Upcycling arte, dando nova vida a objetos e materiais por meio de obras autorais. É criador do conceito “EmVasamento Artístico”, que aproxima arte, objetos reutilizados e elementos naturais. Ao longo de sua trajetória, Guido desenvolve projetos que dialogam com a identidade cultural de Mato Grosso do Sul. Sua atuação ultrapassa a produção artística, envolvendo curadoria, gestão cultural, formação de redes e valorização de artistas regionais. Na Casa Amarela, promove exposições, oficinas, encontros, rodas de conversa e experiências que estimulam a participação da comunidade. Seu trabalho tem como eixo a ideia de que a arte pode ocupar a cidade, preservar memórias e criar novas formas de pertencimento.
Atualmente, segue atuando como artista e diretor de arte da Casa Amarela, fortalecendo a conexão entre arte, patrimônio, território e comunidade.